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AS CRUZADAS
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Em geral designa-se com o nome "CRUZADAS" as expedições militar-religiosas empreendidas pela Cristandade do Ocidente contra os muçulmanos, a fim de lhes arrancar a dominação sob as regiões santificadas pela vida e pela morte de Jesus Cristo. Os guerreiros que participavam dessas campanhas levavam seus estandartes de familia e colocavam no peito uma cruz vermelha: daí o nome "cruzados". Para ajudar na conquista dos Lugares Santos foram fundadas ordens militares como a dos Templários. As principais causas das cruzadas foram:
As principais Cruzadas foram oito, entre 1096 e 1270: A Primeira (1096-1099) foi pregada no Concílio de Clermont, por Urbano II, e Pedro, o Eremita. Seu principal comandante foi Godofredo de Bouillon. Os Cruzados tomaram a maior parte da Síria, e dominaram a Palestina, fundando um reino Cristão. Porém, tais ganhos não foram duradouros. Em 1187, Jerusalém fora recuperada pêlos muçulmanos, sob o comando de Saladino, sultão do Egito. A Segunda (1147-1149) era composta por senhores feudais liderados por Luís VII, rei da França e por Conrado III, imperador do Sacro Império Romano Germânico. Atingiu Constantinopla e chegou à Ásia, mas foi derrotada antes de atingir a Palestina. A Terceira (1189-1192) foi liderada por Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra; por Felipe Augusto, rei da França e por Frederico Barba Ruiva, imperador do Sacro Império Romano Germânico. Este último, seguiu por terra e faleceu na Ásia Menor, tendo suas forças se dispersado. Os outros dois reis partiram por mar até a ilha de Chipre. De lá, o rei francês retornou e Ricardo Coração de Leão prosseguiu a luta, conquistando inúmeros territórios. Embora não tenha conseguido tomar Jerusalém, o rei Inglês efetuou um acordo com o chefe turco para que os cristãos pudessem realizar peregrinações até a Terra Santa. A Quarta (1202-1204)foi constituída pela nobreza feudal com o objetivo de atacar o Egito, passagem para a Palestina. Para que pudesse obter seu financiamento junto aos comerciantes venezianos, os cruzados envolveram-se nas disputas dinásticas do Império Bizantino, cujas riquezas interessavam aos venezianos. A Cruzada invadiu e conquistou Constantinopla, criando e mantendo, entre 1204 e 1261, o Império Latino do Oriente. A Quinta (1217-1220) era formada por húngaros, austríacos, cipriotas, frísios, noruegueses e francos da Síria, que fracassaram na conquista do Egito. A Sexta Cruzada (1228-1229) foi organizada pelo imperador germânico Frederico II, que conseguiu firmar um tratado com os muçulmanos, pelo qual Jerusalém, Belém e Nazaré ficavam sob a jurisdição dos Cristãos Ocidentais, mantendo-se, com tudo, o livre acesso dos muçulmanos às mesquitas de Jerusalém. A Sétima (1248-1254) e a Oitava (1270) foram lideradas por Luís IX, rei da França (São Luís), não tiveram sucesso. Na Sétima o rei foi capturado, sendo libertado mediante pagamento de resgate e na Oitava a expedição (inclusive o rei) sucumbiu a uma epidemia de tifo. As principais conseqüências da Cruzadas foram: 1. Do ponto de vista político enfraqueceu o feudalismo, e alimentava o poder dos reis. 2. Do ponto de vista econômico fortaleceram e enriqueceram a burguesia. Houve a intensificação das relações comerciais com o Oriente, mediante a reabertura do Mediterrâneo à navegação e ao comércio da Europa. Provocaram a riqueza de Gênova, Veneza e outras cidades marítimas. 3. Do ponto de vista intelectual fomentaram o progresso das ciências, das letras e das artes.
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