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| História
do Povo egípcio
Há muito tempo, que nem podemos precisar quando, os homens da Idade da Pedra, cujo território de caça estava lentamente se transformando num deserto, transferiram-se para o Vale do Nilo. No decurso dos séculos, aprenderam a tornar-se agricultores e a escavar canais de irrigação para controlar as inundações. As datas indicadas são aproximadas -3200 a.C. ? Período Pré-dinástico Durante várias gerações, os homens viveram em pequenas aldeias, cada uma delas com o seu chefe e os seus deuses. Não sabiam escrever, mas sabemos algo das suas vindas através dos seus vestígios. Gradualmente, as comunidades uniram-se e passou a haver apenas dois reinos: o alto e o Baixo Egito. 3200-2680 a.C. Período Arcaico I e II dinastias Um dos reis do alto Egito, chamado Menés, conquistou o Baixo Egito. Governou seu novo país unido a partir da nova capital, que construiu em Mênfis. A escrita acabava de ser inventada, de modo que há poucas inscrições, mas conhecemos os nomes dos reis. Foram sepultados sob túmulo retangulares feitos de tijolos em Abidos e Sacará. Torna-se evidente, através dos restos encontroados nesses túmulos, que os reis era abastados. 2680-2180 a.C. Império Antigo III a VI Dinastia O Egito alcançou uma nova grandeza, que se reflete nos momentos aos reis - deuses. O rei Djsoser, por exemplo, construiu o primeiro grande monumento em pedra conhecido no mundo. Foi o seu túmulo, a Pirâmide de Degraus de Sacará. Os reis posteriores construíram verdadeiras pirâmides em outros locais. As maiores do todas foram as de Gizé. Os cortesãos era sepultados em túmulos de pedra retangulares chamados de mastabas, que eram construídos em volta das pirâmides. Mas alguns nobres preferiam ser sepultados em túmulos abertos na rocha, nos locais onde viviam e governavam. Florescia o comércio com Biblos, o Ponto e a Núbia, e os egípcios exploravam as minas do Sinai. O Egito era poderoso e próspero. Os artesãos e artistas produziam objetos magníficos. 2180-2130 a.C. VII a X Dinastia No final da sexta Dinastia, surgiram reis rivais e rebentou a guerra civil. O governo era fraco e pouco eficiente, e o povo sofreu terrivelmente. 2130-1630 a.C. Império Médio XI a XIII Dinastias Durante as guerras civis, os príncipes locais, conhecidos por monarcas, tornaram-se muito poderosos. Assim, Mentuhotepe, governador de Tebas, conseguiu controlar o país. A sua família governou Tebas e aí foi sepultada. A família que se lhe seguiu no trono, apesar de também vir do sul, preferiu governa Mênfis. As suas pirâmides, construídas na sua maioria em redor de Faium, não era tão grandes como as do império Antigo. As últimas era apenas feitas de tijolos, com revestimento de pedra. Todos os reis desta Décima Segunda Dinastia se chamavam Amenemes ou Senusrete. O seu deus favorito era Ámon. Quando se tornaram dirigentes do Egito, encorajaram o seu culto. Todos os antigos elos comerciais com o Ponto e o Líbano foram restabelecidos, e foram enviadas expedições mineiras ao Sinai. A Núbia tornou-se se tão importante para o Egito que os egípcios decidiram transformá-la numa província egípcia. Houve diversas campanhas militares bastante árduas para colocá-la sob domínio egípcios. Então construíram fortalezas no território para conservar os núbios sob controle. 1620-1560 a.C. Segundo período intermediário XIV a XVII Dinastia Enquanto os reis do Império Médio foram fortes e governaram bem, o Egito prosperou e sua cultura floresceu. Gradualmente, porém, no decurso da Décima Terceira Dinastia, a autoridade dos reis enfraqueceu. Surgiram disputas e sobreveio a catástrofe. Os povos do outro lado da fronteira oriental aproveitaram-se da fraqueza do Egito e invadiram-no. Esses povos invasores foram os Hicsos. Os hicsos dominaram a zona norte do
Egito e fizeram uma aliança com os núbios, que tinha recuperado a
independência. A zona sul do Egito conseguiu conservar a sua independência,
mas teve que pagar tributo aos hiscos. Foram os príncipes de Tebas que conduziram a luta pela independência contra os Hicsos. Essa luta durou diversos anos, mas finalmente os hicsos foram expulso do território egípcio. 1560-1085 a.C. O império Novo XVIII a XX Dinastia Um novo espírito se apoderou dos Egípcios. Não bastava expulsar os hicsos. Os egípcios queriam apagar da memória suas desgraças recentes, conquistando outros povos. O cavalo e o carro tinham sido recentemente introduzidos no Egito, mas os faraós e os nobres treinavam-se no uso dessa nova arma. Uma série de faraós guerreiros conquistou um vasto império que se estendia desde o rio Eufrates ao norte, até a Quarta Catarata do Nilo ao Sul. O comércio, os tributos e os saques trouxeram grandes riquezas ao Egito. Algumas delas foram sepultadas com os reis nos seus túmulos de Tebas. Foram construídos imponentes templos ao deus Ámon, o Rei dos Deuses, que se acreditava dar aos Egípcios as suas vitórias. Ámon e os seus sacerdotes tornaram-se muito poderosos. Mas um dos faraós, Aquenáton construiu uma nova capital para seu reinado, em tell el Amarna. Mas Tucacâmon transferiu-se novamente para Tebas e renovou o culto de Ámon e dos outros deuses. Aquenáton tinha andado tão ocupado com as suas reformas religiosas que pouco tempo lhe restara para outras coisas. Os hititas conseguiram controlar diversas províncias do império egípcios. Uma nova dinastia, a Décima Nona, repôs no trono a família de Aquenáton. Dois reis, Seti I e Ramsés II, fizeram muito para recuperar o prestígio do Egito, mas nem eles conseguiram recuperar todas as províncias que haviam sido perdidas. Seti e Ramsés construíram muitos templos e cidades e transferiram a capital para o Delta. Tebas, contudo , continuou a ser uma cidade poderosa, como centro do culto de Ámon, e os faraós continuaram a ser sepultados no vale dos Reis. A décima nona dinastia caiu quando os príncipes rivais começaram a lutar pelo trono. Da família que tomou o governo se seguida apenas surgiu um grande faraó guerreiro, Ramsés III. Ele derrotou não só o exército como a armada dos filisteus e dos seus aliados, os Povos do mar. Quando atacaram o Egito. Salvou assim, a cultura e o modo de vida do país. Oito reis governaram Ramsés. Na sua maioria era fracos governantes e o domínio do reino passou para as mãos dos seus ministros e sacerdotes. 1085-716 a.C Terceiro período intermediário XXI a XXIV Dinastia Os documentos que nos restam desta época descrevem uma triste história de preços elevados, greves e crises. Reis rivais governaram com bases em cidades diferentes. Durante muitos anos, os ladrões roubaram os túmulos reais e pouco se podia fazer para os impedir de agir. A situação era tão desesperadora que os sacerdotes reuniram as múmias reais que tinham escapado e sepultaram-nas em conjunto em esconderijos secretos. Não é de surpreender que, estando o Egito tão fraco e dividido, o seu império se tivesse perdido para sempre. O profeta Hebreu Isaías avisou o seu povo contra uma aliança com Egito, por que ele era um "junco quebrado" 716-332 a.C. O último período XXV a XXXVI Dinastia Durante a Vigésima Quinta e Vigésima Sexta Dinastias, o Egito teve uma nova era de paz e prosperidade. Mas sua independência estava condenada. Primeiro foi o conquistado pelos assírios e depois pelos persas, apesar de diversos reis egípcios terem feito valentes esforços para os expulsar 332-30 a.C. O período Ptolomaico Os egípcios acolheram com alegria a chegada de Alexandre, o Grande, da Macedônia, por que ele expulsou os persas. O Egito passou a fazer parte do seu império, mas esse império estava destinado a morrer com ele, anos mais tarde. Alexandre deixaram um dos seus generais. Ptolomeu, no Egito. Ptolomeu tornou-se faraó, fundando uma linha de reis e rainhas que governaram o Egito durante trezentos anos. A famosa Cleópatra foi a última dessa linha. Apoiou Marco Antônio nas guerras civis de Roma, após o assassinato de Júlio César. Antônio e Cleópatra foram derrotados por Otávio César, que veio a ser o imperador Augusto. O Egito transformou-se numa província romana. Cleópatra, a última governante de um Egito independente, preferiu suicidar-se a ser feita prisioneira. Embora Cleópatra fosse Macedônia e não egípcia, era uma digna sucessora dos grandes faraós do Egito. O seu nome foi sempre recordado. Tal como os próprios egípcios diziam: ‘Um homem morre, o seu corpo transforma-se em pó, todos os seus parentes desapareceram, mas a escrita faz com que seja lembrado." Economia Os egípcios não tinham dinheiro como o conhecemos hoje. O comércio era feito à base de intercâmbio ou seja, pela troca de mercadoria de igual valor. Era um sistema muito difícil. Por isso, tornou-se um hábito decidir quanto valiam os artigos em termos de pesos de cobre chamado deben. Podiam-se trocar artigos com o mesmo valor em cobre, ou entregar o próprio cobre, para pagamento. Havia mercadores individuais, que traziam mercadorias do estrangeiro, mas era o rei que se encarregava de importantes missões comerciais. Era também o rei o organizador das expedições que iam ao Sinai buscar cobre, turquesas e tintas. As expedições comerciais por terra exigiam freqüentemente uma forte escolta de soldados. Todas as mercadorias e materiais necessários eram transportados no dorso de burros. Os egípcios construíram grandes barcos graciosos para comerciar com os países através dos mares. Desde muito cedo, as frotas egípcias viajaram regularmente até a região conhecida por Líbano. Aí compravam a madeira das grandes florestas e a prata das minas da Ásia Ocidental
Artesãos Os mais hábeis trabalhavam para o
rei, construíam templos, ou para o rei ou para nobres e os filhos dos
artesãos Escribas Aprender a escrita era algo muito difícil no Egito antigo, devido aos muitos símbolos que tinha que se decorar... mas era um trabalho bem pago pois poucos sabiam a escrita. Os rolos de papiros podem parecer frágeis, mas eles resistiram muito tempo na areia quente e seca do Egito. Túmulos Eram escavados na rocha, e eram deixado com ele tudo, o que ele ia poder precisar no outro mundo. Muitos túmulos ou até quase todos foram violados em busca de tesouros, os sacerdotes escondiam de novo, as múmias caso elas fossem descobertas.
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